Flamengo e Estudiantes voltam a se enfrentar pela Libertadores com uma diferença relevante em relação ao duelo das quartas de final de 2025: enquanto o Rubro-Negro preservou boa parte da base, o clube argentino passou por mudanças expressivas no elenco e no comando técnico. O contraste foi destacado pelo jornalista Venê Casagrande em levantamento publicado antes da semifinal desta quinta-feira (15), marcada para as 21h30, na Argentina.
O que mudou de 2025 para 2026?
Na temporada passada, Flamengo e Estudiantes disputaram uma vaga nas semifinais da competição continental. O time brasileiro levou a melhor e, posteriormente, conquistou a taça. Para comparar os dois momentos, Venê recuperou as escalações utilizadas no jogo de volta daquele mata-mata, identificando quem permaneceu e quem deixou cada clube.
Segundo o levantamento, o Estudiantes perdeu nomes importantes do grupo de 2025, incluindo Román Gómez, Facundo Rodríguez, Mikel Amondarain, Santiago Ascacíbar e Cristian Medina, atualmente no Botafogo, como informou o jornalista. A transformação também ocorreu à beira do gramado: Eduardo Domínguez deixou o comando da equipe, hoje dirigida por Alexander Medina.
Essas saídas tornam pouco confiável qualquer tentativa de repetir automaticamente a leitura tática do confronto anterior. Mesmo quando o escudo e a rivalidade são os mesmos, alterações na formação, nas características individuais e nas orientações do treinador podem produzir um adversário diferente.
Flamengo aposta na manutenção da base
Do lado rubro-negro, a continuidade chama atenção. Venê lembrou que o time escalado no encontro de 2025 tinha Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro, Jorginho, Saúl, Arrascaeta, Plata, Samuel Lino e Pedro, sob o comando de Filipe Luís. Os jogadores citados continuam vinculados ao Flamengo, embora nem todos estejam disponíveis ou sejam titulares nesta semana.
A principal alteração destacada pelo jornalista está na comissão técnica: Leonardo Jardim assumiu a equipe. A permanência de uma espinha dorsal pode facilitar automatismos e preservar o entendimento entre jogadores, mas não elimina os desafios de um jogo eliminatório, especialmente fora de casa.
Treinador argentino prioriza o próprio time
Alexander Medina abordou a preparação para enfrentar o Flamengo e, conforme a declaração reproduzida por Venê, afirmou que gosta de conhecer o adversário, mas considera mais importante o rendimento de sua própria equipe. Ele também observou que o Rubro-Negro incorporou algumas características e deixou de apresentar outras em relação ao primeiro semestre.
O discurso sugere atenção às mudanças recentes do Flamengo sem abandonar a identidade de jogo do Estudiantes. Para o representante brasileiro, o desafio será combinar a experiência acumulada contra o rival com uma análise atualizada do que o time argentino pode oferecer neste novo encontro.
Expectativa de presença rubro-negra em La Plata
O setor visitante tem carga de quatro mil ingressos destinada aos torcedores do Flamengo, de acordo com o relato. Até a noite de quarta-feira, quando o vídeo foi gravado, aproximadamente dois mil bilhetes haviam sido vendidos antecipadamente. A estimativa mencionada pelo jornalista era de cerca de três mil rubro-negros no estádio. Trata-se de uma projeção anterior à partida, e não de público confirmado.
A mobilização reforça a importância do confronto para a torcida, mas a classificação dependerá da execução dentro de campo. O histórico recente favorece a confiança do Flamengo, enquanto a renovação do adversário exige cautela. A missão de Leonardo Jardim é transformar a experiência do elenco em uma atuação consistente, sem supor que o Estudiantes de 2026 será uma repetição daquele superado no ano passado.


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